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Copa de 2026 deve impulsionar delivery e aquecer mercado de embalagens

Na avaliação da Papirus, crescimento do consumo dentro de casa durante os jogos deve ampliar a demanda por embalagens voltadas ao food service e acelerar o avanço do papelcartão no setor alimentício.

A Copa do Mundo de 2026 deve movimentar não apenas bares, restaurantes e aplicativos de entrega, mas também toda a cadeia de embalagens alimentícias no Brasil. Com a expectativa de aumento do consumo dentro de casa durante os jogos, o delivery de bebidas e alimentos tende a ganhar ainda mais relevância no período, impulsionando a demanda por embalagens práticas, resistentes e sustentáveis.

Um estudo da Worldpanel by Numerator revela que 90% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa. O levantamento, feito com mais de 2 mil entrevistas no Brasil, também mostra que 49% dos consumidores não planejam as compras com antecedência, reforçando a expectativa de aumento nos pedidos de última hora e no consumo por conveniência durante o torneio.

Para Amando Varella, Co-CEO e diretor Comercial de Marketing da Papirus, o cenário evidencia como grandes eventos esportivos têm potencial para acelerar tendências já consolidadas no mercado de consumo e embalagens. “Momentos como a Copa do Mundo geram um aumento relevante na demanda por alimentos, bebidas e refeições prontas, principalmente via delivery. Isso amplia diretamente a necessidade de embalagens com desempenho, praticidade e capacidade de atender a uma operação logística mais intensa”, afirma.

Dados analisados pela Papirus indicam que o mercado brasileiro de papelcartão deve crescer de aproximadamente 763 mil toneladas em 2025 para cerca de 786 mil toneladas em 2026, avanço estimado em torno de 3%. Dentro desse cenário, o segmento alimentício aparece como um dos principais motores de expansão, com crescimento projetado de 208,7 mil toneladas para aproximadamente 223,2 mil toneladas no período.

Sustentabilidade e tecnologia impulsionam o setor

Segundo o executivo, o avanço acompanha a expansão do food service, do delivery e do consumo de produtos de preparo rápido, segmentos que demandam soluções cada vez mais eficientes para aplicações como bandejas, cartuchos, copos descartáveis e embalagens para refeições prontas e congeladas.

O movimento também reforça uma transformação mais ampla da indústria de embalagens, marcada pela substituição gradual do plástico por soluções baseadas em fibra – tendência conhecida como paperization. A busca por materiais recicláveis, associada às metas de sustentabilidade das marcas e à pressão regulatória, vem acelerando o uso do papelcartão em diferentes aplicações alimentícias.

Outro fator que contribui para esse avanço é a evolução tecnológica das embalagens. O desenvolvimento de barreiras químicas para gordura e umidade vem ampliando a utilização do papelcartão em aplicações antes dominadas por estruturas plásticas, principalmente no setor alimentício e de delivery.

“O consumidor busca conveniência, mas também quer embalagens mais sustentáveis e com boa experiência de uso. O papelcartão vem evoluindo justamente para atender essa combinação entre desempenho, proteção e responsabilidade ambiental”, destaca Amando.

Além do crescimento da demanda, o setor também vem registrando expansão da capacidade produtiva. Atualmente, o mercado brasileiro de embalagens alimentícias movimenta mais de R$ 51 bilhões por ano, podendo ultrapassar R$ 52,5 bilhões em 2026. Nesse cenário, o papelcartão já representa aproximadamente 30% das aplicações utilizadas no segmento.

Para a o Co-CEO da Papirus, a Copa do Mundo pode funcionar como um acelerador de um movimento que já vem transformando os hábitos de consumo no Brasil. “O delivery deixou de ser uma tendência pontual e passou a representar uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. Grandes eventos ampliam essa dinâmica e reforçam a necessidade de embalagens cada vez mais funcionais, inovadoras e sustentáveis”, conclui.

Sobre a Papirus

Fundada pela família de imigrantes italianos Ramenzoni, a Papirus nasceu como uma empresa de chapéus, que passou a produzir embalagens de papelcartão em 1952, para acondicionar seus produtos.  A fabricação de papel passou a representar a totalidade dos negócios em 1972. Com seu DNA transformador, tornou-se a primeira recicladora de papelcartão do País. Hoje é uma das maiores fabricantes de papelcartão do mercado brasileiro, produzindo 110 mil toneladas/ano para atender o mercado de embalagens, destacadamente de alimentos, medicamentos e cosméticos. Atende mais 200 clientes no mercado interno, entre gráficas e convertedores, além de 38 países e conta com 400 colaboradores. A Papirus é primeira indústria do setor certificada como Empresa B, e hoje a única preparada para atestar a sustentabilidade do produto, e, inclusive, o índice de material reciclado utilizado na fabricação da linha Vita, contando, para isso, com equipamentos, processos de controle, auditoria da reciclagem e certificações que atestam porcentagem de aparas utilizadas em cada produto e a sustentabilidade do processo no manejo florestal.  

 

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