Nossos fundadores atravessaram o oceano e começaram uma indústria que sempre gostou de transformar. Nossas sete décadas embalam histórias de dna transformador, relações de valor e flexibilidade.
Celebramos um passado de conquistas, um presente de protagonismo na economia circular e um futuro de transformação que faz brilhar o olho de cada pessoa envolvida com o nosso trabalho.
Ontem fizemos chapéu; hoje, papel, um papelcartão cheio de possibilidades. Gostamos de experienciar, de cocriar e de entregar com qualidade.
Vídeo Institucional
Linha do Tempo

Em 1952 nascia oficialmente a Papirus, com a aquisição da fábrica em Cordeirópolis – SP, dedicada à produção do papelcartão para as embalagens de chapéus da Dante Ramenzoni e Cia e das confecções masculinas Ban-Tan.
Mas nossa trajetória começa muito antes, em 1894. Confira aqui na linha do tempo.

Nossa linha do tempo volta 15 décadas e relembra as origens italianas dos irmãos Ramenzoni, Dante e Lamberto, precursores da fundação da Papirus. Filhos de Antonio Ramenzoni e Emília Dazzi, Dante Ramenzoni, nasceu em Bolonha, em 1870, e seu irmão, Lamberto Ramenzoni, nasceu em Parma, nove anos mais tarde.
A família chegou ao Brasil em 1892 para dar início à nossa história.

No dia 23 de novembro de 1892, que os irmãos Dante e Lamberto Ramenzoni desembarcaram no Porto de Santos, trazidos pelo vapor Sud América, vindo de Gênova, na Itália. Naquela época, os imigrantes com destino a São Paulo subiam a serra de trem e desembarcavam na estação situada dentro da Hospedaria dos Imigrantes, hoje transformada no Memorial do Imigrante.
Dois anos mais tarde, a família fundaria sua primeira fábrica no Brasil e começaria a história de pioneirismo e inovação que deu origem à Papirus.

Dois anos após a chegada dos irmãos Ramenzoni ao Brasil, era fundada a fábrica de chapéus, que viria a ser o embrião da Papirus. A Industrie Italiane al Brasile: il cappellificio Dante Ramenzoni (Indústrias Italianas no Brasil: a fábrica de chapéus Dante Ramenzoni) nasceu em 1894, no bairro do Cambuci, em São Paulo.

Chegamos ao início do ano de 1900. Para os irmãos Ramenzoni, a coisa mais representativa que poderiam fazer pelo crescimento do negócio seria contar com funcionários felizes, bem remunerados e que se realizavam com a habilidade que possuíam para desempenhar as suas funções. Como o Brasil ainda engatinhava em direitos trabalhistas, organizações sindicais e recursos humanos, Dante e Lamberto Ramenzoni levantaram essas bandeiras, inclusive orientando os próprios funcionários para que lutassem por melhores condições trabalhistas.

1901, ano em que a fábrica de chapéus dos irmãos Ramenzoni passa a se chamar Dante Ramenzoni e Irmão, mantendo o endereço no bairro do Cambuci, na capital Paulista. Nesta época, os negócios já prosperavam com uma produção exclusiva de quase três mil chapéus por mês. A fábrica contava com equipamentos modernos e cerca de 40 colaboradores. A produção atendia o mercado exterior e todos os estados do Brasil.

É em 1938 que nasce Dante Emilio Ramenzoni, empresário que está à frente da Papirus há mais de meio século. Filho de Julietta e Ziro, a escolha de seu nome foi feita após um pedido do tio avô, patriarca da família, o Sr. Dante Ramenzoni.

Os Ramenzoni atravessaram períodos marcantes do mundo como as duas grandes guerras mundiais, e não se privaram de seguir em frente mesmo diante das dificuldades. Durante a Segunda Guerra, por exemplo, os navios que traziam a matéria-prima utilizada pela Ramenzoni Chapéus foram bombardeados e afundaram. Os soldados acreditavam que eles estivessem transportando armamentos. O fato quase inviabilizou toda a produção de chapéus, mas a matéria prima foi substituída por lã de ovelhas, vinda do sul do Brasil.

Em 1947, a Ramenzoni diversificou os negócios. Na terra da garoa, surgiu a oportunidade de comercializar capas de chuva com a mesma qualidade das que eram importadas da Europa. Já no ano seguinte, aproveitando-se da expertise adquirida com a fabricação das capas de chuva, e entusiasmados com o sucesso da venda de chapéus e a consolidação da empresa, nasceu a Ban-Tan Ramenzoni, uma confecção de roupas masculinas.

Em 1950, Ziro Ramenzoni é avisado pelos seus fornecedores de papelão que deixariam de produzir esse tipo de papel, e que ele teria que encontrar outra solução para embalar seus produtos. Foi então que surgiu a ideia de adquirir uma fábrica de papelão. Depois de meses de procura, Ziro encontrou a fábrica Papel Cordeiro, em Cordeirópolis (SP). E, foi assim, da necessidade de se reinventar, que nasceu o embrião da Indústria de Papéis Papirus, com a produção das caixas a partir das aparas de papel recicladas

Foi em 1952 que os Ramenzoni entraram para o ramo papeleiro, ano que marca o nascimento oficial da Papirus. A partir desse momento, a Máquina 1 entra em operação e passa a produzir o papelcartão para as embalagens de seus produtos.

O ano de 1952 marca a entrada dos Ramenzoni no ramo papeleiro, e também o nascimento oficial da Papirus. A escolha do nome da nova fábrica foi fruto de uma pesquisa de Ziro Ramenzoni sobre a matéria-prima usada pelos egípcios para fazer o papel, palavra de origem latina derivada de “Papyrus”.

Após o início da operação da máquina 1, em 1952, para produzir papelão, os Ramenzoni adquiriram uma segunda máquina, em 1955, para produzir papel monolúcido, tipo strong e tipo kraft, um papel mais fino para impressão em quatro cores, usado na confecção dos rótulos das caixas dos chapéus e das camisas. A nova máquina, originalmente montada para produzir papel higiênico, precisou ser adaptada para fabricar o papel desejado em um prazo de três meses. Foi nesta época também que a Kibon se tornou cliente da Papirus.

O ano de 1962 marcou a entrada da terceira geração dos Ramenzoni nos negócios da família, com a volta de Dante Emilio Ramenzoni, filho de Ziro Ramenzoni e Julietta Pangela Ramenzoni, dos Estados Unidos. Neste ano, entrou em operação a máquina 3, e a Papirus passou a fabricar papelcartão para atender a demanda da Kibon. A partir daí, a empresa conquistou novos clientes como Kodak (produção das caixas dos filmes), Nestlé (caixas marrons das embalagens) e várias outras marcas de grande destaque no cenário nacional.

Foi por volta de 1963 que a Papirus firmou uma parceria com a Fiat Lux para fornecer o papel das embalagens de caixas de fósforo. Para isso, a Papirus iniciou um processo de tingimento do papel em azul, cor característica da marca nesta época. Nessa década, a Papirus também atendeu a J.Jacometi, detentora da marca Scatamacchia de sapatos masculinos, e confecções de moda masculina e feminina, como a Sandálias Havaianas.

Em 1966, a Papirus atingiu a marca de 40 toneladas de papel produzidos por dia. Foi nesta época também que nasceu a ideia de construir uma nova fábrica. O terreno escolhido ficava às margens do Rio Atibaia, no trecho em que se junta ao Rio Jaguari e forma o Rio Piracicaba, localizado a apenas 30 km da fábrica de Cordeirópolis e a 131 km da capital paulista. O terreno, chamado de Sítio da Barra, abrigou a nova fábrica e também uma propriedade de lazer para Ziro Ramenzoni poder curtir os finais de semana.

Foi em 1967 que nasceu o projeto da máquina 4, fabricada pela Voith, com o principal objetivo de produzir papel duplex. A máquina começou a ser montada na oficina mecânica Ramenzoni, no bairro do Cambuci, em São Paulo, pois Ziro Ramenzoni queria acompanhar o trabalho de perto.

Em 1969, a montagem da máquina 4 e a construção da nova fábrica caminhavam juntas, e os Ramenzoni decidiram dedicar-se exclusivamente ao segmento papeleiro. Durante a construção da unidade em Limeira, Ziro Ramenzoni estava muito animado, pois como todo bom empreendedor industrial, seus olhos brilhavam diante da montagem de uma nova linha de produção. Os diretores da Papirus da época solicitaram um projeto de fábrica pré-fabricada, porque este estilo de construção fabril estava em evidência por agilizar o tempo de obra.

A nova sede da Papirus Indústria de Papel S/A, em Limeira, é inaugurada em 1972, com uma área construída de 32.360 m². A empresa então passa a ter duas unidades fabris em São Paulo – Limeira e Cordeirópolis - com 1.300 colaboradores.

Em 1972, Dante Emilio Ramenzoni, com apenas 34 anos, assumiu a presidência da Papirus, e começou sua participação na Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose e no Sindicato de Papel e Celulose do Estado de São Paulo. Sua meta era criar uma relação de valor entre a empresa e os sindicalistas.

Em 1972, a Papirus concluiu a montagem da máquina 4. Com o equipamento, a produção atingiu os 70% de matéria-prima reciclada e alcançou a marca de 60 toneladas por dia. Foi neste período também que a Papirus iniciou a fabricação de papelcartão duplex e conquistou clientes como Johnson & Johnson, Kolynos, Colgate, Bauducco e Maizena.

Até 1972 só existiam três tipos de aparas no mercado brasileiro: o papelão ondulado, a apara mista e a apara branca (dos cadernos e livros descartados). Isso começou a mudar quando os empresários da época se uniram para classificar novos tipos de aparas e regulamentá-las, para, assim, diminuir os custos de produção.

O início do processo de informatização da Papirus aconteceu em 1984, com computadores Cobra 500. Para dar suporte ao novo momento da empresa, foi criada ainda a Papirus Informática, uma equipe de TI que ficou alocada em uma casa em frente à igreja matriz da cidade de Americana (SP). Nesta época, a capacidade produtiva da fábrica já atingia as 130 toneladas por dia.

O período entre 1985 e 1990 foi marcado por importantes conquistas para a Papirus, como as primeiras exportações para a América do Sul, especificamente para a Argentina, a instalação das mesas planas para formação da folha de papelcartão e o aumento da capacidade produtiva da fábrica (160 ton/dia). Outro fato que também marca esta época é a visita dos gráficos à planta de Limeira, em São Paulo (foto).

A década entre 1992 e 2001 é conhecida como a “década de renascimento” da Papirus. As decisões tomadas nesse período foram fundamentais para que nos transformássemos na empresa inovadora que somos hoje, sem perder nosso DNA reciclador.

Entre 2002 e 2005 a Papirus continuou trilhando o caminho da profissionalização e do crescimento. A empresa realizou, em 2003, a primeira convenção de vendas. Sua preocupação e apreço ao meio ambiente foi materializada ainda com a criação do “Bosque da Amizade”, um espaço reservado para que parceiros, clientes, end users e amigos realizassem o plantio de uma árvore. É neste período também que a Papirus lança o papelcartão Vitacarta, e instala a caldeira abastecida com gás natural.

Em 2005, a Papirus lançou novas soluções em papelcartão para embalagens: o Vitacarta, o Opera e o Cromax. Este ano também marcou o lançamento de embalagens fabricadas a partir do papelcartão da Papirus por grandes marcas como Pão de Açúcar Pingo Preto, Nespresso, Maizena, Campo Lindo, Ballantines e O Boticário.

Resgatar a história e evoluir, mas sem perder sua identidade. Esta foi a forma encontrada pela Papirus para criar sua nova logomarca em 2006. A marca adotada em 2006 tinha forma helicoidal, e simbolizava os momentos de crescimento e progresso pelos quais a empresa passava.

O processo de evolução da Papirus teve continuidade em 2008 com um rebranding da marca, que apresentou os atributos flexibilidade, DNA transformador e relações de valor. A partir daí, chegou-se à frase que definiu o seu lema: “Transformamos papel. Transformamos vidas.”

Com sua equipe reunida, e muita energia positiva, a “Semana T – de TRANFORMAÇÃO” foi uma oportunidade para apresentar, em primeira mão a Linha Vita. Com seis produtos que usavam desde 100% de fibra virgem até 100% de matéria-prima reciclada, a linha Vita nasceu pensando nas diferentes pessoas que interagem com o papelcartão da Papirus.

Entre 2013 e 2014, foi realizada uma grande reforma na área fabril da Papirus. O projeto, batizado de P9000, tinha o objetivo de aumentar a produção. O maior desafio era substituir o cilindro monolúcido, um equipamento de 40 toneladas.

Em 2017 a empresa substituiu a figura do CEO pela gestão compartilhada de três diretores, para garantir mais autonomia nas áreas de responsabilidade de cada um deles, e ainda mais agilidade e eficiência. No dia a dia, cada um responde pela sua área: Amando Varella, comercial e marketing, Antônio Pupim, industrial e supply chain, e Rubens Martins, administrativo financeira.

Em 2019, o lançamento da nova logomarca expressou o que a Papirus tem de melhor a oferecer: tecnologia, conhecimento e um processo aberto e totalmente controlado de reciclagem, com um ciclo que vai de 100% de uso de papel reciclado até 100% de papel produzido a partir da fibra virgem.
somos uma
empresa B certificada
Integramos um movimento global por uma economia inclusiva, equitativa e regenerativa. O Sistema B é uma instituição internacional que reconhece as empresas social e ambientalmente responsáveis e avalia aspectos relacionados tanto ao meio ambiente quanto às comunidades, à governança, aos colaboradores e clientes.
